38-O VÍCIO DO ÁLCOOL
 Uma antiga definição diz que o alcoolismo é um conjunto de sinais e sintomas físicos e psíquicos derivados do uso abusivo do álcool. Na atualidade, chama-se alcoólatra o indivíduo que sofre de repetida e irresistível necessidade de álcool para sentir-se bem física e mentalmente. A pessoa fica escravizada ao vício. O alcoolismo, muitas vezes, não é uma doença em si, porém, representa o resultado da influência de processo psíquico anormal como, por exemplo, a esquizofrenia, a epilepsia e a doença maníaco-depressiva (THB - transtôrno do humor bipolar). Ocorre também o alcoolismo como consequência de alterações emocionais, afetivas e situacionais como neuroses, nas perdas de um ente querido, nas decepções amorosas, nos desastres financeiros e, nos casos, comuns hoje, de desemprêgo. De qualquer modo, o álcool domina quem é incapaz de dominar sua própria personalidade ou suas próprias emoções. O alcoólatra perdeu o senso comum, perdeu a noção das medidas e enveredou por uma falsa solução de problemas emaranhando-se cada vez mais no torvelinho da degradação e, cada vez mais, se perdendo no cipoal da insensatez. O álcool exerce uma ação deletéria sôbre tôdas as células do organismo, minando sua capacidade de funcionamento e alterando sua contextura mas há uma predileção pelo cérebro, fígado e coração onde a ação do tóxico aponta firme o caminho da insanidade, da invalidez e da morte. Wilson Ayres Côrtes médico psiquiatra CRM -SP 7629
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