36-DIA DAS MÃES
Foi na Grécia Antiga que se festejou pela primeira vez no mundo a figura da Mãe; a sabedoria daquele povo começou a homenagear Rhea, a Mãe dos Deuses, ilustrando com isto a magnitude da personagem geradora da vida. No século XVII a Inglaterra passou a festejar as mães anualmente. Dois séculos depois, em 1872, Julia Ward Howe buscou estabelecer nos Estados Unidos o Dia da Mães. Em 1907, ainda nos Estados Unidos, Anna Marie Reeves Jarvis, sofrendo com depressão profunda pela perda da mãe, começou um trabalho para instituir o dia das Mães; sete anos depois, em 1914, a celebração foi oficializada pelo Presidente Woodrow Wilson, como sendo o segundo domingo de maio. O Rio Grande do Sul no Brasil foi o pioneiro na celebração do Dia das Mães, fato ocorrido a primeira vez em 12 de maio de 1918 na Associação Cristã de Moços de Porto Alegre; posteriormente, em 1932, o Presidente Getúlio Vargas decretou o segundo domingo do mês de maio como o dia oficialmente dedicado à homenagem a todas as mães. No mundo inteiro se dedica às mães um dia de festejos especiais reconhecendo sua importância na ordenação natural da obra divina que é a concepção e a proteção do próprio homem para a preservação da espécie. Realmente o ser humano é a criação mais importante do Criador e, para viabilizar a criatura, o homem colabora com uma célula (gameta masculino- espermatozóide) em um átimo de tempo; já a mulher cede uma célula (gameta feminino - óvulo) e mais nove meses de alimento e energia para, após o parto, exercer o papel de protetora e cuidadora do concepto por muitos anos, muitas vezes, a vida inteira. No relacionamento com os filhos, cuidando do embrião e, mais tarde, do feto dentro de suas entranhas (útero) a mãe se revela matriz no sentido de a tudo prover ao novo ser para que a luz da vida tenha sequência natural; a cavidade uterina é chamada de matriz (que é a origem e a provedora da vida) e, ao mesmo tempo, é chamada de madre (mãe), associando êsses elementos na idéia de manancial de vida É a mãe que se desvela no cuidado da casa, na atenção ao esposo, na frequência ao trabalho e na criaçao do filho, antes de nascer com seu sangue e seus nutrientes; depois de nascido, com o insubstituível leite materno e o afago de seu colo. Do ponto vista psicológico, a mãe dispensa aos seus filhos o modelo que invade a alma das crianças no tripé tão bem destrinçado por Freud (pai, mãe e filho), quando elaborou a tese do Complexo de Édipo; a mãe fornece sua parcela de contribuição à formação da criança transmitindo qualidades tais como solidariedade, paciência, tenacidade, perseverança, trabalho, esperança e amor. Quem exerce papel tão ingente, sofrido e generoso e que está sempre presente no amor e no perdão, hoje com os filhos de hoje e ontem com os filhos que éramos nós, essa mulher, que é a nossa mãe, merece uma celebração condígna de um maravilhoso Dia das Mães. Wilson Ayres Côrtes médico psiquiatra CRM-SP 7629
Voltar