31-O HOMEM DEPOIS DOS CINQUENTA
O HOMEM DEPOIS DOS CINQUENTA Depois dos 50 anos, o organismo começa a revelar, pouco a pouco, a fôrça do envelhecimento. O coração, as artérias e os pulmões passam a demonstrar certo grau de deficiência funcional. A musculatura fica um tanto mais flácida. A resistência física decai e o psiquismo exibe tendência a depressão, irritabilidade, desânimo, dificuldade de concentração, da atenção e falhas de memória. É aí que a pessoa poderá principiar a desenvolver um progressivo processo de rebaixamento da auto-estima. Desperta certo dia com a noção de que está velha e acabada, incapacitada para a labuta diária, merecendo a inatividade e o isolamento. Por outro lado, os que rodeiam o indivíduo nestas circunstâncias, começam a detectar a postura física e mental de desalento da pessoa e então podem passar a reforçar as sua idèias negativas e, assim, se completa um círculo vicioso de auto-conceituação desfavorável se confirmando com rotulação pejorativa por parte dos parentes, vizinhos e colegas. Acontece que a modernização da ciência e a constante atualização da medicina estão empurrando o limite de vida útil para além dos 70, o que vem modificando a filosofia de vida da chamada terceira idade. De fato, a partir dos 50 anos, o indivíduo já pode mentalizar uma vida plena e passar para a prática de uma conduta de tipo positivo em busca da felicidade e talvez a realização de objetivos que estavam perdidos no redemoinho do tempo. Busca-se hoje na medicina a vantagem do progresso, na arte a inspiração, na atividade a vida, no movimento a vitalidade do corpo e do espírito, usando-se de tôda energia para o cumprimento do merecido objetivo do ser humano que é sua auto-realização. Wilson Ayres Côrtes médico psiquiatra CRM-SP 7629 cortesdi@ig.com.br
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