22-O VALOR DO ESTÍMULO
 Salvador, BA. Ano 1953. Dr. Josué de Almeida, autoridade sanitária e médico. Homem caridoso, professava a doutrina kardecista na União Espírita Bahiana, onde se mostrou hábil na revelação de jovens talentos, entre tantos, os iniciantes Ildefonso do Espírito Santo, Heitor Spínola Cardoso e o gênio da oratória espírita, Divaldo Franco, hoje consagrado no mundo inteiro. A alta sensibilidade do Dr. Josué, na busca de valores emergentes, descobriu também um quartanista de medicina disposto a colaborar na instalação de um ambulatório médico para consultas a humildes pessoas enfermas que iam à União levando sua fé e sua esperança. O desafio foi lançado: num lado, o estudante entusiasmado e no outro lado, a figura confiante, empreendedora do Dr, Josué. O experiente médico sanitarista usava com inteligência o estímulo, o elogio estudado e a recompensa moral. O estudante, alimentado pela gratificação emocional, pelas palavras de encorajamento, foi, aos poucos, confiando cada vez mais na sua própria capacidade clínica, o que resultou em um frutífero atendimento aos doentes pobres por longos três anos. O acadêmico, colou gráu em novembro/55, teve que se transferir para o Rio de Janeiro, deixando em funcionamento o Ambulatório José Petitinga, prova cabal do grande valor que o estímulo tem no progresso das pessoas e na realização das obras. É poristo que sempre respeito muito e me comovo com as palavras de estímulo que me são dirigidas. Wilson Ayres Côrtes médico psiquiatra CRM-SP 7629 cortesdi@ig.com.br
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