13-DECISÃO CONSCIENTE
DECISÃO CONSCIENTE A cada momento praticamos numerosos atos reflexos, instintivos, habituais sem lançarmos qualquer lume sobre objetivo, razão ou motivação. São atos realizados sob o império do automatismo. É muito correto dizer-se que uns 90% de nossas atitudes habituais são de caráter inconsciente. Agimos sem pensar, instantaneamente, automaticamente, por fôrça do hábito repetitivo do agir. Levantar da cama e praticar reiterados rituais para higiene pessoal, dirigir o carro, comparecer ao trabalho e cumprir obrigações sociais são dessas ações muito úteis e eficientes que, de tanta repetição, entram no ról dos atos automáticos que se realizam sem nenhuma ou com mínima participação da inteligência Entretanto, durante toda a nossa vida, há necessidade de buscarmos no intelecto e no raciocínio a luz das razões, motivações e objetivos válidos. Na verdade, nossa vida passa a ser monitorada por nós mesmos na medi- da em que procuramos legitimar e valorizar a liberdade real que podemos adquirir através de um inteligente processo de auto-determinação consciente, exercitado com clareza para permitir que sejamos verdadeiros timoneiros de nossos destinos. A decisão exige constante reflexão cobre as nossas aspirações, os objeti- vos , as possibilidades e a conveniência da busca no momento certo com as armas adequadas. Atitudes impulsivas e emocionais, sem planejamento, sem estudo do cam- po de atuação e divorciadas do amadurecimento, da análise de todos os ângulos da questão, são atitudes fadadas ao fracasso. Adquirir o salutar costume de pensar, analisar e planejar antes de se pôr em ação é um método de inestimável eficiência na condução acertada de nossa vida. Wilson Ayres Côrtes médico psiquiatra CRM-SP 7629 cortesdi@ig.com.br
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