07-O SENTIDO DA VIDA
A correria dos nossos tempos já não admite a placidez das argüições filosóficas; porém, pessoas muito reflexivas fogem à regra e se permitem interrogar sôbre o sentido da vida. A pergunta: qual o sentido da vida? geralmente está acompanhada de sofrida aflição que abala as almas muito sensíveis. No caso, além de repe- tir o conselho bíblico de que é preciso ter fé e manter quieto o coração, pode-se dizer também que o sentido da vida depende de cada pessoa e de cada momento. O sentido existente no amor a um homem se transforma depois do casamento no amor a um filho e, depois, pode se deslocar para o desvêlo a um neto; em outras pessoas, o sentido está no trabalho, na religião, no cuidado da família, nos valores do lar ou da sociedade, na importância das pessoas ou das coisas. Já vimos indivíduos esquecerem a familía para se dedicarem integralmente à prática de uma ideologia; verifica-se, muitas vezes, a pessoa estar absorvida pelo trabalho e esquecida de outras obrigações; outros se dedicam ao esporte de maneira exclusiva fazendo disso o sentido da vida. Enfim, cada um, por razões as mais diversas, em diferentes momentos, encontra o sentido da vida em objetivos de caráter muito pessoal.De modo genérico, podemos dizer que o sentido da vida está no cumprimento da lei que pretende a manutenção da integridade do homem para uma perfeita perpetuação da espécie. Portanto, é nossa obrigação primária, é nosso sentido de vida básico, cuidarmos de nós mesmos, no crescimento e na multiplicação, zelando por uma vida sadia em sociedade pelo exercício do amor comunitário e da fraternidade produtiva para que se cumpra, afinal, a Ordem do Senhor. Wilson Ayres Côrtes médico psiquiatra CRM-SP 7629 cortesdi@ig.com.br
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