04-O NATAL DE JESUS
O homem da Pré-Historia é o hominídeo, ser primitivo que viveu numa era anterior a invenção da escrita. O desenvolvimento desse homem inicial se deu em fases cíclicas de avanços e retrocessos até se chegar a um relativo bom estágio de evolução. Assim constituiu-se uma sociedade onde prevalecia, no aspecto político-social, a anomia (desordem, falta de lei, ausência de norma); já na área do sagrado, as manifestações eram de animismo (a idéia de alma nas coisas) e o politeísmo (crença em vários deuses); tudo é deus; não havia uma religião, havia sim, o medo dos fenômenos naturais e a divinização dos elementos da natureza que passavam a ser respeitados e venerados com pavor e desespero. O medo que levou ao animismo (tudo é deus) fez com que se cultuassem a lua, o sol, o trovão, os relâmpagos, as árvores e os bichos Durante longo período da história geral vigoraram a anomia (ausência de lei), o animismo (presença de alma nas coisas materiais) e o politeísmo (culto a muitos deuses). O mundo vivia, portanto, um caos de mitos, crenças e práticas mágicas, em estado de franco obscurantismo religioso até que, há mais de 2000 anos, veio ao mundo o Menino Jesus que representa o Salvador, o Filho de Deus feito Homem, que no final foi sacrificado e crucificado para resgatar o pecado da humanidade. Prevaleceu, a partir do nascimento de Jesus Cristo, a fé que alicerça a conduta dos cristãos no caminho do amor e da caridade. Fé, esperança e caridade é o preceito representativo do tripé que equilibra as relações cristãs com o sal do amor. Todo um clima de fraternização perpassa o coração do homem no cumprimento das normas ensinadas aos fiéis que acompanhavam Jesus, quando Ele subiu a montanha e se dirigiu a multidão e a seus discípulos e proferiu o discurso que embasa os ensinamentos da Igreja Católica e que é o Sermão da Montanha (S. Mateus, caps 5, 6 e 7). Ler o Sermão da Montanha, facilmente acessível em S. Mateus, é dominar pràticamente toda a doutrina católica na sua pedagogia popular de aplicação imediata no cotidiano. Louvemos a Deus Sua representação no mundo pela luz de Jesus Cristo que ilumina o coração do homem no sentido da caridade e da harmonia social. Neste mês de dezembro, rendemos justo tributo ao Criador ao festejarmos o natalício da maior figura histórica de todos os tempos, em congraçamento, com alegria no coração em torno do Menino Jesus, simplesmente na manjedoura, deitadinho, de bracinhos abertos para acolher o mundo num abraço de Confraterinzação Universal. Jesus também nos deseja um Feliz Natal. Wilson Ayres Côrtes médico psiquiatra CRM-SP 7629 cortesdi@ig.com.br
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