113-TRIPÉ FREUDIANO

TRIPÉ FREUDIANO
O inesquecível Freud explicou bem sobre o tripé exigível à felicidade humana: pai, mãe e filho. A dinâmica estabelecida entre a criança e seus pais exerceria um salutar efeito no desenvolvimento do sistema nervoso e da psicologia do infante.
Para o grande cientista da alma, o convívio entre os três personagens na vida de todos os dias geraria no íntimo da criança a sensação de segurança, evitando a instalação de ansiedade e da angústia. O contato constante faria com que o filho visse na mãe e no pai os modelos de conduta que seriam, em seguida, adotados ou introjetados no educando.
Esses modelos internalizados na criança seriam automaticamente imitados de tal modo que o jovenzinho passaria da vida no seio familiar para o convívio social com um cabedal de conduta aceitável.
O adolescente, provindo de um reduto sadio, transmitiria para o grupo social o fruto do seu aprendizado no lar e receberia do grupo, os acréscimos necessários ao seu progresso social com evolução cruzada de todo o grupo. As atitudes produtivas teriam, certamente, um retorno reforçador e na retro-alimentação (feed-back), uma dupla troca de comportamentos proveitosos o que geraria a evolução geral num clima de harmonia e felicidade.
Os tempos atuais, no entanto, não permitem aos contemporâneos, essa mecânica benfazeja preconizada pelo gênio da psicanálise. O pai trabalha fora. A mãe, também. São as inevitáveis injunções da sociedade atual.
E agora, Freud? O que fazemos para diminuir tanta insanidade e desvario da criança, do adolescente e do adulto jovem em geral?
Wilson Ayres Côrtes
CRM-SP 7629
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