102-O ENIGMA DO AMOR

O amor tem sido decantado por aí afora em prosa e verso através de todos os tempos.

 



Os românticos celebraram êsse sentimento com rara beleza na bonita voz de José Mojica, Júlio Iglesias e Roberto Carlos, entre outros poetas da melodia.

 

Escritores inspirados lavraram volumosas obras ou ligeiros folhetins com sagas deslumbrantes de amores candentes de heróis apaixonados. 

 

O que será que, de uma hora para outra, faz com que algo se modifique na rotina trivial para o esplendor  maravilhoso da união palpitante entre duas pessoas que, até então, nem se conheciam?

 

Será que são eflúvios de fada convicta ou traquinagem de duende zombeteiro?

 

Seja como fôr, abrasa o coração e borbulha o cérebro, desequilibra o circunspecto ou estabiliza o doidivanas. 

 

Deixa no seu rastro indefectíveis marcas, leves ou profundas, efêmeras e, por vezes, até eternas. 

 

Tem o dom da dupla ação: construir suntuosos castelos ou destruir acalentadas riquezas.

 

Parece visgo que nasce talvez da celestial imantação dos astros ou das abissais profundezas do mar.   

 

A Medicina acha que é o neuro-hormônio endorfina que cria toda essa alteração orgânica mas a Poesia assegura que a obsessão do amor é simplesmente mais uma arte de Cupido.

 

Wilson Ayres Côrtes

 médico psiquiatra

   CRM-SP 7629

cortesdi@ig.com.br

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