72-TERCEIRA IDADE
TERCEIRA IDADE Depois dos 50 anos, o organismo começa a revelar, pouco a pouco, a fôrça do envelhecimento. O coração, as artérias, os pulmões passam a demonstrar deficiência funcional. A musculatura fica um tanto mais flácida. A resistência física decai e o psiquismo exibe tendência a depressão, irritabilidade, desânimo, dificuldade de concentração da atenção e falhas de memória. É aí que a pessoa principia a desenvolver um progressivo processo de rebaixamento da auto-estima. Desperta certo dia com a noção de que está velha e acabada, incapacitada para a labuta diária, merecendo a inatividade e o isolamento. Por outro lado, os que rodeiam o indivíduo nestas circunstâncias, começam a detectar nele a postura física e mental de desalento; então passam a reforçar as idéias negativas da pessoa e assim se completa um perigoso círculo vicioso de auto-conceituação desfavorável se reforçando com rotulação pejorativa por parte de parentes, vizinhos e colegas. Acontece que a modernização da ciência e a constante atualização da medicina estão empurrando o limite de vida útil para além dos 70, o que vem modificando a filosofia de vida da chamada terceira idade. De fato, a partir dos 50 anos o indivíduo já pode mentalizar uma vida plena e passar para a prática de uma conduta de tipo positivo em busca da felicidade e talvez da realização de objetivos que estavam perdidos no redemoinho do tempo. Busca-se hoje na medicina a vantagem do progresso, na arte a inspiração, na atividade a vida, no movimento a vitalidade do corpo e do espírito usando-se tôda energia para o cumprimento do merecido objetivo do ser humano que é sua auto-realização. Wilson Ayres Côrtes médico psiquiatra CRM-SP 7629
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