40-ABULIA
ABULIA O querer é o anseio daquilo que nos apetece. O que estimula nosso apetite é uma coisa que satisfaz a uma necessidade física ou psicológica. Essa necessidade representa a nossa motivação, ou seja, ela promove a mobilização e a ação em direção ao objeto pleiteado. Agora, para que ocorra a satisfação do querer é preciso que uma faculdade psíquica esteja com intensidade suficiente para desencadear atos eficientes para a concretização do desejo. Essa entidade psicológica chama-se vontade e reúne funções mentais ligadas à consciência, emotividade e afetividade. A consciência faz a percepção da necessidade, delibera sôbre a oportunidade da ação e executa os movimentos para se atingir o objetivo. A emotividade dá o equilíbrio às pessoas para desenvolver atitudes coerentes. A afetividade é o tempêro essencial para que trancorra com fluidez a atividade na direção da coisa pretendida. Sem a clareza da consciência, sem o equilíbrio emocional e sem o colorido da afetividade não se pratica normalmente o processo da vontade. Um exemplo: quando alguém é preguiçoso e lento, é sempre desanimado e dorme demais, não quer dizer que é mau caráter; significa sim, que está com alteração em algum dos três níveis de desenvolvimento da vontade (consciência, emotividade e afetividade). Isto acontece com o nome de abulia (vontade ausente ou fraca) e poderá ser devido a problemas com tóxico, distúrbio emocional, carência afetiva ou doença física ou, na maioria das vezes, dependente de uma razão genética, constitucional, hereditária. Dêsse modo, não adianta crítica nem reprimenda, porém sim, um estudo clínico ou psiquiátrico para elucidação diagnóstica e tratamento. Wilson Ayres Côrtes médico psiquiatra CRM-SP 7629
Voltar